sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Exemplos sem exemplo...
sábado, 30 de maio de 2009
Nasceu o J.!

Mudou a lua, nasceu o J. ...
Terça-feira, dia 26 de Maio de 2009, eram 7h30m quando o relógio despertou assinalando o momento de acordar para ir àquela que seria a penúltima consulta antes do nascimento do J. A caminho do quarto de banho percebo que algo mudou e, muito embora não sinta dores, sinto uma estranha pressão. Chamo o S. que em menos de dois segundos está perto de mim. Decido tomar um banho, vestir-me e preparar-me para sair de casa e ir à consulta mas, por cautela ligo à médica que me dá indicações para ir ao hospital.
8h30m...no carro a caminho do hospital e já com clara ruptura da bolsa. Telefono a avisar que não vou trabalhar. O S. avisa a minha mãe que estou em trabalho de parto. Acabamos por fazer o percurso entre gargalhadas e risos a achar piada a cada pormenor. Eu mantenho a calma e a boa disposição. Continuo sem dores. Parámos o carro no parque do hospital PH e dou entrada na urgência pelo meu próprio pé às 9h00m como, de resto se pode comprovar pelo meu processo. Entro no bloco de partos e provoco um a grande agitação. 9h20m...NASCEU o J.
Parto normal, sem dor e sem epidural. Parto sem cortes, sem pontos, sem sofrimento e com risos e sorrisos pelo meio. O S. tirou algumas fotografias desse momento e é possível ver que me estou a rir enquanto o J. está a nascer. Sorte, muita sorte! Fui eu quem cortei o cordão umbilical. O S. entendeu que essa era uma tarefa, um privilégio meu. Não me importava de o ver fazê-lo mas aceitei o privilégio com orgulho e emoção na certeza de que ele abdicava de um prazer para mim, por mim.
O J. é um bebé saudável, amoroso e muito, mas muito doce. Pesava apenas 2310g e media 46cm. Embora tão pequenino é lindo e tem as feições muito arredondadas. Estamos em casa desde ontem, felizes e serenos. Tivemos muita, mas mesmo muita sorte!
O S. é, como de resto eu já sabia um pai cuidadoso, amoroso, carinhoso e dedicado. Orgulho-me quando olho para ele e o observo...orgulho-me mesmo muito por ele, dele.
Obrigada a todos os familiares, amigos e conhecidos pelo carinho. Volto para contar mais pormenores e ir deixando as novidades.
Bem hajam!
domingo, 24 de maio de 2009
...38 semanas certas!
Hoje temos mudança de lua e, a acreditar na sabedoria popular, estamos em risco :) Confesso que sempre apreciei estes saberes populares mas, até agora tudo normal e sem sinais de parto.
De hoje em diante estou preparada para o momento certo e, simplesmente a aguardar. Felizmente continuo bem, não estou demasiado cansada, não estou inchada e tenho os valores da glicose devidamente controlados. Continuo a trabalhar e, se depender da minha vontade assim vou permanecer até ao dia certo. A ver vamos!
As malas estão prontas, os bercinhos montados, as roupinhas todas arrumadas e o papa tratou de esterilizar os biberões e chupetas. Resta agora aguardar e ir coleccionando pequenas doses de força e coragem.
A minha avó de 94 anos diz-me, pelas suas palavras que sou uma grávida "jeitosa" e eu, acreditem...fico mesmo babada :) Segundo ela, que passou por 8 partos, o J. está quase a chegar! A minha barriga desceu dois palmos e, uma vez mais acreditando na sabedoria popular, isso indicia que o momento está a chegar.
Para que tudo fosse perfeito bastava-me ter aqui o G.!
Vou dando notícias,
Beijos e Abraços
terça-feira, 19 de maio de 2009
Sem tempo para chiliques!
Estou com imenso trabalho e, porque aguardo o nascimento do J. a qualquer momento mal posso parar. Ainda assim, tendo feito um pausa para almoçar e porque não sinto fome alguma, decidi escrever sobre uma questão que tantas vezes observo e me perturba: Há pessoas que não podem ter chiliques! Não é assim?Há pessoas a quem, apesar de tantas vezes apetecer fechar os olhos e encostar a cabeça numa almofada, apesar de tantas vezes preferirem ir passear e apanhar um pedaço de vento, apesar de tantas vezes quererem apenas gritar ou ficar em silêncio deitadas num qualquer sofá, não podem ou não o fazem em nome de todos menos de si! Em nome da família, especificamente em nome dos filhos, em nome de quem está ali ao lado, dos amigos, dos colegas…enfim! Simplesmente não o fazem por milhares de razões!
A minha amiga S., http://www.barrigacheiadefelicidade.blogspot.com/, fala em pessoas com a especial função de tomar conta das outras eu, sinceramente falo em pessoas frágeis a quem não é reconhecido o direito a sofrer e que, ainda assim lutam com todas as forças pela alegria dos que mais importam para si. Compensa? Nem sei, mas é irremediável. É assim a vida!
Ora, a pensar nesta questão lembrei-me das pessoas com crianças em casa. A estas é reconhecido o direito de ter um chilique? Claro que não! Se a criança é demasiado pequena carece de cuidados e atenção que não se compadecem com um qualquer chilique. Há sempre alguém que tem de estar disponível para olhar e cuidar, para mimar, alimentar, manter fresquinho e limpinho. Se a criança é mais crescida precisa de quem converse com ela, de quem esteja ali a educar e mostrar como se ama. Não é assim?
A minha experiência como mãe é zero mas atrevo-me a lembrar os dias em que o G. estava lá em casa. Não havia tempo para dores de cabeça e muito menos para pensar em “tretas”. Importante era manter tudo organizado e cuidar dele, conversar, mimar, brincar, estudar…enfim! Se eu me lembrar daqueles dias percebo perfeitamente esta sensação de “Não há tempo para chiliques!”. E que bom é ocupar a cabeça e o tempo com tantos sorrisos, com tanta conversa, com tanta alegria. Assim será após o nascimento do J., assim será logo que volte o G.
Aliás, pensando bem: assim é a minha vida! Eu sou esse tipo: Não tenho tempo, não posso ter um chilique!
Vamos imaginar que me dá uma indisposição, uma má disposição, uma qualquer tonteira? Quem irá organizar uma série de coisas que dependem da minha organização? Provavelmente nessa altura aparecerá alguém disponível e, por certo nessa altura me será reconhecido um valor mas, tenho a certeza que ninguém se lembrará de como um dia precisei de ter um chilique e não pude. Não pude porque estava tudo ali á minha espera para tratar. Não pude porque tinha processos para responder, papeis para organizar, o J. na barriga a precisar de ser bem alimentado e, consequentemente o jantar para fazer, a cozinha para arrumar (porque detesto sentir-me no meio da confusão) e, enfim…coisas e loisas que não podiam esperar sobre pena de atrasar uma qualquer decisão importante. Coisas que nem me custam, coisas que faço com o prazer de quem faz tudo com amor e, FELIZMENTE não tem tempo para chiliques!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Ui, tantos movimentos...
Ui, tantos movimentos!Este pequenino está, normalmente tão quieto ou, pelo menos eu sinto apenas leves movimentos e agora, desde o final da tarde não pára. Está agitadíssimo e a mexer imenso! O melhor da gravidez, na minha opinião e atento apenas o que eu sinto é, exactamente sentir estes movimentos e, confesso com esta energia é uma animação :)
Poderiam acontecer mil coisas tristes ou menos boas mas, depois de um movimento do J. não é possível deixar de sorrir e imaginar um mundo carregado de cores!
Que pena!
Que pena quando as pessoas não conseguem olhar para o lado e valorizar o que ali está! Tantas vezes se deixam passar momentos, se perde tempo com pormenores e, sem contar já não se volta para trás porque não é possível.Quantas vezes nem percebemos que ao lado está alguém que ainda não esboçou um sorriso? Será que nos apercebemos que esse alguém precisa de um colo, um mimo, uma palavra diferente? Tantas e tantas atitudes, tantos e tantos minutos perdidos, tantas horas sem sentido e o tempo sempre a passar, e a idade a caminhar para a frente e o fim da vida a chegar a passos largos sem ninguém a conseguir evitar.
Gostava que o J. fosse, para sempre um ser humano atento. Vou tentar incutir-lhe isso. Vou tentar que valorize sempre o que sente quem está ali ao lado, vou tentar que viva a sorrir e a procurar as soluções certas não só para ele mas também para os outros. Não sei se será possível, não sei se terei essa capacidade, nem sei se tal comportamento se adaptará à personalidade que terá mas...vou tentar!
É tão importante saber olhar para quem está ali, saber mimar, abraçar, saber sair e fazer silêncio. É tão importante cuidar e não magoar.
O ser humano é, como disse estranho...tantas vezes injusto!
Um susto!
Que susto!Este final de semana fiquei a conhecer o local onde, em princípio nascerá o J., o Hospital Pedro Hispano. Felizmente, apesar das razões que me levaram lá, acabei por entrar e sair sem mais do que ficar a conhecer o local e as pessoas.
É que na passada sexta-feira, dia 15 de Maio, a Dra I.P., alarmada com os resultados das últimas análises ao sangue recomendou-me uma ida às urgências para repetição de exames. Fiquei assustadíssima principalmente porque sabia que, no caso de se confirmarem os valores poderia ficar internada e ver o J. nascer demasiado cedo.
Entrei nervosíssima pelas urgências e só conseguia imaginar-me sózinha naquele espaço escuro e desconhecido. O corredor até ao Bloco de Partos é imenso e, apesar das janelas para o exterior pareceu-me muito abafado. Entrei no bloco em pânico mas com uma expressão de coragem. O meu sorriso tentava esconder o medo.
Rápido me apereceu uma enfermeira doce e muito simpática, sorriu-me, mimou-me e explicou os exames que me ía fazer. Senti-me a tranquilizar e deixei-me levar. Fiz tudo o que me mandaram, portei-me bem e umas horas depois estava a sair com a informação de que os valores não se confirmavam e que tudo estava bem comigo e com o pequerrucho! Ufa...que alívio...tenho mais uns dias, umas semanas até ao grande momento.
Confesso que me sinto um pouco assustada e a acusar um certo medo mas, por outro lado sinto-me mais forte e corajosa do que nunca. Aconteça o que acontecer vou afastar o medo o melhor que posso.